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Soneto de Contrição |

| Eu te amo, te amo tanto, |
| que meu peito me dói em doença. |
| E quanto mais me seja a dor imensa, |
| mais cresce na minha
alma teu encanto.
É como a criança que vagueia o canto, |
| ante o mistério da amplidão suspensa. |
| Meu coração é um vago de acalanto, |
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berçando versos de saudade imensa.
Não é maior o coração que a alma, |
| nem maior a presença que a saudade, |
| só te amar é divino
e sentir calma...
...e é uma calma tão feita de humildade, |
| que tão te soubesse pertencida, |
| menos seria eterno em sua vida. |
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autor desconhecido |
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Nilton Oliveira - responsável pela edição deste site. |