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Cisnes |

| A vida, manso lago azul |
| algumas vezes mar fremente, |
| tem sido para nós constantemente, |
| um lago azul, sem
ondas, sem espumas.
Sobre ele, quando, desfazendo as brumas |
| matinais, rompe o sol, vermelho e quente, |
| nós dois vagamos, indolentemente, |
| como dois cisnes de
alvacentas plumas.
Um dia o cisne morrerá por certo, |
| quando chegar esse dia incerto, |
| no lago, onde
talvez a água se tisne.
Quando o cisne vivo, cheio de saudade, |
| nunca mais cante, nem sozinho nade, |
| nem nunca nade ao lado de outro cisne. |
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Autor Desconhecido |
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Nilton Oliveira - responsável pela edição deste site. |