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Simplicidade... Simplicidade... |

| Simplicidade... Simplicidade... |
| Ser como as rosas, o céu sem fim, |
| a árvore, o rio... por que não há de |
| ser toda gente também assim. |
| Ser como as rosas; bocas vermelhas |
| que não disseram nunca a ninguém |
| que tem perfumes... mas as abelhas |
| e os homens sabem o que elas tem. |
| Ser como o espaço, que é o azul sem fim |
| de perto é nada... mas quem vê |
| árvores, aves, olhos de monge |
| busca-o sem mesmo saber porque. |
| Ser como o rio cheio de graça |
| que move o moinho, dá vida ao lar |
| fecunda as terras... e rindo passa |
| despretensioso, sempre a cantar. |
| Ou ser a árvore que, aos lenhadores |
| da lenha e frutos, sombra e paz, |
| da ninho as aves, ao inseto, flores... |
| mas nada sabe do bem que faz. |
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autor desconhecido |
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Nilton Oliveira - responsável pela edição deste site. |